A PRECARIDADE DOS PSICÓLOGOS NO NOSSO PAÍS
Em Portugal, existe um psicólogo por cada quatro mil alunos. Na Europa, a média é de um por cada 400. Psicólogos já alertaram Governo para serviço «notoriamente insuficiente», que está previsto na lei. Ministério da Educação diz não ter «informações sobre o assunto»
Os serviços de psicologia e orientação foram criados em 1991, altura em que Cavaco Silva era ainda primeiro-ministro, com o objectivo de assegurarem «a realização das acções de apoio psicológico e orientação escolar e profissional previstas no artigo 26º da Lei de Bases do Sistema Educativo».
Neste momento existem essas estruturas, que o anterior Governo tentou extinguir, mas estão a funcionar com um número reduzido de psicólogos. A última vez que abriu concurso para integração destes profissionais nos quadros do Ministério da Educação foi em 1997. Muitas vezes, a situação que se encontra é a de um psicólogo afecto a um distrito, que visita todas as escolas, o que faz com que fique quase cinco ou seis meses sem voltar a uma determinada escola, o que denigre a imagem dos psicólogos, que ficam conhecidos como aqueles que aparecem de vez em quando.
Desde 1986 que está contemplada na lei a questão do apoio psicológico e orientação escolar e profissional nas escolas. Segundo estabelecido na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86), «o apoio no desenvolvimento psicológico dos alunos e à sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psicopedagógico às actividades educativas e ao sistema de relações da comunidade escolar, são realizados por serviços de psicologia e orientação escolar profissionais inseridos em estruturas regionais escolares».
Já em Maio de 1991, um decreto-lei determina a criação de «estruturas especializadas de orientação educativa que, inseridas na rede escolar, assegurem a realização de acções de apoio psicológico e orientação escolar e profissional».
No mesmo decreto-lei, ficam definidos os modelos de organização dos serviços: «Pelo carácter globalizante da educação pré-escolar e do 1º e 2º ciclos do ensino básico configurou-se um modelo de intervenção dominantemente psicopedagógico, enquanto no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário a intervenção dos serviços inclui a vertente de orientação escolar e profissional».
O principal objectivo destes serviços é «prestar apoio de natureza psicológica e psicopedagógica a alunos, professores, pais e encarregados de educação, em «instalações próprias, adequadas ao exercício da sua actividade» dentro da escola.
Quanto à orientação técnico-normativa dos serviços, «é da responsabilidade da competente estrutura central do Ministério da Educação, que deverá promover a elaboração de material técnico-científico e de informação escolar e profissional necessário ao desenvolvimento das suas actividades».
A criação dos serviços é efectuada «sob proposta dos directores regionais de educação». Depois de feita a proposta, «a Direcção-Geral dos Ensinos Básico e Secundário apresentará o plano anual de início de funcionamento dos serviços, o qual será aprovado por despacho conjunto dos Ministros das Finanças e da Educação».
fonte : PortugalDiário
E hoje é dia de Stº António !

Protector dos pobres e amigo das causas do coração, assim é Santo António de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.
Contam os livros que o Santo nasceu em Lisboa, a 15 de Agosto de 1195, e recebeu no baptismo o nome de Fernando. Era o único herdeiro de Martinho, um nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo.
Os primeiros oito anos de vida do jovem frei (passados entre Lisboa e Coimbra), foram dedicados ao estudo. Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios, às discussões religiosas. Conta a história que a sua vida mudou um dia que, por mero acaso, se cruzou com um grupo de franciscanos numa das ruas de Coimbra. O grupo seguia para Marrocos pregar a Palavra de Deus e viver entre os sarracenos.
A experiência habitualmente revelava-se trágica e desta vez não fugiu à regra, já que que todos acabaram por morrer em missão. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar para a Ordem Franciscana e adoptar o nome de António, numa homenagem a Santo Antão.
Disposto a tornar-se um mártir, partiu também para Marrocos. Assim que lá chegou contraiu febre, doente acabou por voltar para casa. Mas, uma vez mais, o destino reservava-lhe uma surpresa. Uma forte tempestade obrigou o seu barco a aportar na Sicília, no sul da Itália.
Aos poucos, recuperou a saúde e concebeu um novo plano: decidiu participar da assembleia geral da Ordem em Assis e, deste modo, conheceu São Francisco.
Santo António ficou muito impressionado ao encontrar o seu Mestre e inspirador, um homem que falava com os animais e que recebeu as chagas do próprio Cristo. Infelizmente não há registos deste momento tão particular da história do Cristianismo. Sabe-se apenas que os dois Santos se aproximaram mais tarde, quando Stª António começou a realizar as primeiras pregações.
Santo António tornou-se então um excelente orador. As suas pregações eram tão disputadas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fecho dos estabelecimentos.
Em Junho de 1231, o seu estado de saúde piorou e Santo António pediu que o levassem para Pádua, lugar onde era muito estimado. Lá acabou por falecer , no dia 13, com apenas 36 anos.
Santo António tornou-se num dos Santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projecção universal.
De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo milagreiro, o Santo casamenteiro, o Santo do "responso" e do Menino Jesus. Hoje, em Portugal, o dia é-lhe dedicado !