HOJE,DIA 25, ABRE A FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

 

No próximo sábado, dia 27 de Maio, estarei na feira do livro, acompanhada pelo meu colega, Professor Doutor Eduardo Sá, a partir das 21 horas (Oficina do Livro) para uma sessão de autógrafos a propósito da publicação do meu novo livro "Ninguém me entende!"

 

TODOS são bem vindos !

 

 

Mas,  se não puderem ir, não fiquem tristes porque depois vai haver o lançamento.

 

A data ainda não está marcada, mas já sei que terá lugar numa Fnac. 

O livro será apresentado pela conhecida jornalista e escritora Palmira Correia.

 

“GABIRUS” OU ... D. JUANS MODERNOS

 

Publiquei este texto na revista FLASH! em Dezembro de 2005. Na altura teve a ver com um desafio que alguns amigos me lançaram, já que estávamos constantemente a falar do bizarro comportamento de alguns sedutores.

Claro está que, como gosto de desafios, aceitei de imediato a proposta. Foi um texto polémico. Recebi alguns emails de leitores que diziam que este comportamento não era exclusivo dos homens. Dei-lhes razão. De facto existem mulheres cujo único objectivo ao aproximarem-se de um homem, é a sedução. Não pretendem mais nada e afastam-se quando vêem que a “presa” já mordeu o isco. Bem... mas falemos agora dos homens e brevemente iremos, de novo, observar mais de perto o mundo feminino.

  

Don Juan é um personagem literário, encarado como símbolo de libertinagem. Actualmente este termo caiu um pouco em desuso e optamos antes por apelidá-los de sedutores ou, fazendo uso de uma linguagem mais popular, de “gabirus” (não sei porquê mas acho graça a esta palavra ). Bom, certo é que o mundo está repleto de gabirus, uns verdadeiramente assumidos, outros aspirantes a tal.

O legítimo D. Juan, vendia uma imagem de amante do amor e acreditava que a vida rodava em torno de 4 questões: descobrir o que é sagrado, de que é feito o espírito, porque vale a pena viver e porque vale a pena morrer. À partida estas questões parecem do âmbito do transcendental mas, a dita personagem encontrava para todas a mesma resposta : o amor. Para ele tudo rodava em torno dos sentidos e o amor justificava todos os actos. Contudo, se tentarmos ir um pouco mais além, perceberemos que o que realmente o motivava eram as sensações ligadas ao amor, não as mulheres com quem se envolvia. É isso que se passa com os sedutores no geral.

Trata-se de um padrão de personalidade que se caracteriza por um narcisismo exacerbado, que vive em torno das emoções geradas pelo acto de enamoramento. Não existem escrúpulos quando se trata de atingir os seus fins que são, em regra, a conquista. Não é invulgar que estes conquistadores façam gala de exibir a lista de mulheres conquistadas, como se de um troféu de caça se tratasse. A conquista compulsiva serve-lhes para melhorar a sua auto-estima (em regra baixa, ainda que se esforcem por mostrar o contrário) mas, uma vez conquistado o objectivo, tudo deixa de ter interesse. Se, pelo contrário, o objectivo se revela dificil de atingir, tornam-se ainda mais obstinados.

É que o narcisismo nestes homens é um traço muito acentuado, pelo que se amam mais a si mesmos do que a qualquer mulher.

Inclusive, algumas teorias advogam que, muitos destes sedutores, não passam de homossexuais não assumidos isto é, vão para a cama com mulheres, mas não gostam de mulheres! Aliás, se tivermos em conta a extensa lista de actores de cinema que ficaram conhecidos como grandes sedutores e que, à posteriori, se veio a saber que eram de facto homossexuais, perceberemos que esta ideia não é, de todo, descabida. Certo é que se uma mulher tem o azar de se cruzar com um destes personagens tem como certa a desilusão. Quanto muito pode depois recordar os jantares românticos, os SMS “apaixonados”... mas tudo isso é falso.

Os “gabirus” não têm capacidade de se ligarem afectivamente a ninguém, gostam de se colocar no lugar de Sol que, como nós sabemos, é muito bonito observar à distância mas, se nos aproximarmos demais a queimadura pode ser mortal!

Porque maltratamos as pessoas que verdadeiramente gostam de nós?

  

É suposto que ao longo do nosso crescimento vamos aprendendo as regras básicas da convivência social. Ficamos a saber que devemos cumprimentar as pessoas, ser simpáticos e amáveis por que só assim conseguimos que os outros gostem de nós. Certo é que muitas destas regras acabam por ser aplicadas apenas no exterior.

Quantas pessoas conhecemos que são uma pérola em termos de simpatia no convívio social, mas que em casa revelam uma faceta quase que oposta ? São antipáticos e até agressivos com os pais, quando estes fazem tudo para lhes agradar. Mostram-se distantes e pouco participativos em tudo o que tem a ver com a vida familiar, como se não estivessem minimamente interessados em conviver com aqueles que, no fundo, são os únicos que se pode afirmar que gostam deles em qualquer situação. Talvez seja exactamente essa a questão que está na base de tudo, uma vez que estão conscientes que o amor dos que lhes são próximos é algo inabalável, pelo que apesar de ser violentamente sacudido e fatalmente ferido tenderá a manter-se. Pelo contrário, se experimentarem ser um pouco menos polidos e educados com os amigos, restas-lhes a solidão. Assim, o que importa é manter, fora de portas,  a fachada de simpatia e educação enquanto que os lá de casa estão condenados a ter de aguentar os maus humores constantes.

Confrontados com esta evidência, muitos negam ou então encontram explicações pouco adequadas. Dizem, por exemplo, que em casa podem ser genuínos já que os familiares no fundo, no fundo... sabem que eles são boas pessoas. Pois é ... mas “o fundo” às vezes está muito longe e é quase que imperceptível.

Outros fazem referência ao passado e dizem que o que os faz agirem assim, são os traumas terríveis  que lhes ficaram da infância. Bom, não quer dizer que, num caso ou outro, isso não seja verdade mas, um dos grandes desafios desta vida é conseguirmos transformar problemas em soluções, dificuldades em recursos. Vem-me à memória o exemplo de Viktor Frankl, um conhecido terapeuta, que após ter passado por três campos de concentração nazi, conseguiu formular as bases da terapia Existencialista. Transformou o ódio nazi, a fome, a câmara de gás, a morte... numa terapia que foca alma humana e a capacidade que todos nós temos intrinsecamente de dar a volta por cima. Por isso já afirmei por diversas vezes, que não nos podemos escudar no passado para justificar o presente. O que nos distingue dos animais é a possibilidade de mudança e de enriquecimento interior.  A verdade é que maltratamos as pessoas que gostam de nós, porque achamos que são nossa propriedade e que estão neste mundo para servir de amortecedor das nossas questões mal resolvidas e isso é profundamente injusto...

 

Artigo publicado na revista FLASH! em Dezembro de 2003

SOBREVIVI AOS GLOBOS DE OURO ...

 

Ora cá estou eu para vos contar TUDO em primeiríssima mão. Importa dizer que é a quarta vez que vou aos Globos de Ouro, (portanto tenho um termo de comparação) mas este ano não fiquei fã .

 

O primeiro impacto foi terrível, porque colocaram uma ENORME passadeira vermelha à entrada e, dos lados, estavam pessoas que aplaudiam quando nós passávamos. No final da passadeira, aguardavam-nos uns jornalistas que perguntavam qual era o estilista que nos tinha vestido e a marca das jóias (!) Mais à frente, havia uma espécie de palco onde estavam uns cinquenta jovens (raparigas e rapazes) que também gritavam e aplaudiam quando passávamos (imaginem a cena surrealista !!!!).

Já lá dentro, recebiam-nos com uma flûte de champanhe.

Passados alguns minutos, éramos convidados a entrar para o recinto do espectáculo. Apesar do espaço ser bonito, não achei que fosse adequado para este tipo de eventos porque as cadeiras são muito incómodas (de plástico) e o espaço entre as filas é muito, mas MUITO pequeno. Ora imaginem o que é estar de vestido de noite, toda amarrotada, horas a fio ali sentada. Quando me levantei estava completamente empenada... hehehe... a idade não perdoa!

Os convidados. Aiiii ... Havia de tudo um pouco. Pessoas muito bonitas e bem vestidas e outras que era de fugir! Havia, por exemplo, uma criatura que eu não consegui perceber o que trazia vestido. Era uma espécie de capuz preto com um enorme folho amarelo e ela andava toda enrolada naquilo... vou esperar ansiosamente que a imprensa me elucide acerca da bizarra figura. Muito silicone, muito solário, muita plástica (o Fernando Pereira está irreconhecível...), muita gentinha a passar frio só para estar “descapotável” para as fotografias.  Eu cá fui compostinha... já não entro nessas "palhaçadas" !

Quem estava presente? Os “suspeitos do costume”. A mademoisselle Castelo Branco andava por lá a borboletar juntamente com a sua lady, a Lili não deu muito nas vistas (aliás, a maior parte do tempo esteve discretamente sentada), a manequim/actriz Cristina Oliveira é realmente bonita e elegante, o Pedro Bezugo também, o esquadrão gay estava em peso (foram acompanhar a Margarida Rebelo Pinto)... Faltou a Vicky Fernandes porque estava ausente no Alentejo.

Quando ao espectáculo em si... adorei a Daniela Mercury, Mariza e os trapezistas, mas Globos sem o Rui Veloso e o Luis Represas não são Globos!

A Bárbara Guimarães ficou muito aquém do esperado. A actuação do comediante Milton (não sei se deu na TV) até me fez pena, uma vez que não conseguiu arrancar um único sorriso à plateia. Os pequenos sketches também não primaram pela criatividade. O único que gostei foi do Rui Unas a imitar o nortenho Pedro Abrunhosa.  

No que respeita aos vencedores, no geral os prémios foram bem atribuídos. Apreciei o facto do actor Nuno Melo ter chamado a atenção para o drama dos meninos desaparecidos, Ticha Penicheiro (a basquetebolista tardou a ser reconhecida no seu próprio país)  e  o prémio ao Raul Solnado também já faltava! Mariza merece todos os prémios, Mourinho já era de esperar...

Após o espectáculo, alguns foram convidados pelo Pinto Balsemão (estava escrito no convite) para uma ceia no Piazza del Mare, ao que se seguia uma festa no BBC. Acho que foi o que salvou a noite. Os espaços estavam muito bem decorados. O ambiente era muito seleccionado (não enviaram 500 convites para um local onde só cabem 100... como é o habitual cá na terra) e esteve-se muito bem. Consegui rever alguns conhecidos e amigos, pessoal da moda, dos média e das artes em geral.

 

Um balanço total? De 0 a 10 daria um 6 (mas estou a ser generosa).

 

 

GLOBOS DE OURO

 

Hoje lá vou eu para os Globos de Ouro...

amanhã cá estarei para vos contar tudo ! 

 




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