Por fim ... o lançamento ...

Estão todos convidados a aparecer na terça-feira, dia 11 de Julho pelas 18:30 hs na Fnac do Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

 

 

Ser autor no nosso país...

 

 

Publicar livros em Portugal é uma autêntica aventura. Quem tem uma visão romântica de todo esse mundo, não tarda a colocar os pés na terra e a perceber a dura realidade.

Para começar, desenganem-se todos os que pensam que vão ficar ricos!  Bom, claro que isto não se aplica ao José Saramago, ao António Lobo Antunes e a mais duas ou três excepções. Em regra, o autor ganha (na melhor das hipóteses), 7,5 a 10% do preço de capa. 

E como saber quantos livros se vendem ? Das duas uma, ou o autor se inscreve na Sociedade Portuguesa de Autores e todos os livros saem com um selo de autenticação, ou então há que escolher muito bem a editora, senão é certo e sabido que é burlado. Posso afirmá-lo com conhecimento de causa, pois já vou tendo alguma experiência nestas lides

Posso contar-vos que o meu segundo livro teve algum sucesso. Venderam-se duas edições (ou mais, porque os livros não eram contados) e, no final, a editora afirmou que estava em dificuldades financeiras e, por isso mesmo, não podia pagar os direitos de autor. Isto não me aconteceu só a mim, mas à quase totalidade dos autores que com eles trabalhavam. A editora mudou de nome e continuou a trabalhar "alegremente" e a burlar mais uns quantos que têm o azar de lá cair ...  Quanto aos outros (nos quais me incluo) seguem-se agora batalhas judiciais e chatices da mais diversa ordem, até um dia o processo acabar … arquivado , como é costume! Felizmente não vivo dos livros, senão neste momento engrossava as estatísticas dos “sem abrigo”.

Como é fácil de perceber, depois desta má experiência fiquei MESMO sem vontade de me meter noutra. Um livro constitui um projecto que implica muito trabalho até estar pronto para chegar às livrarias. Depois segue-se a divulgação, que inclui entrevistas para a imprensa, idas às rádios e televisões, presença em feiras e em sessões de autógrafos por esse país fora … enfim, um sem número de actividades que vêm complicar (ainda mais), a nossa já complicada agenda.

De facto, posso dizer-lhes que estava pouco receptiva a repetir a experiência,   até que surgiu o convite da Oficina do Livro. Essa sim, uma editora estruturada, organizada e com quem (até hoje) me tem dado muito prazer trabalhar. Bom, mas não estou aqui para fazer publicidade à minha nova editora (até porque eles não precisam) mas sim para transmitir a todos os que visitam o meu blog, aquilo que se passa em Portugal com algumas editoras, isto é, o pouco respeito e profissionalismo com que tratam os autores.




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