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Encontros fatais

 

Como é sabido, o verão propicia os encontros ocasionais e, por isso mesmo, ocorre-me pensar na quantidade de pessoas que diariamente se colocam em risco de serem infectadas por doenças transmitidas por via sexual, como é o caso da SIDA.

Nesta época, a vida nocturna é muito intensa, o consumo de álcool acentua a ilusão de impunidade e é muito difícil que alguém alcoolizado se lembre de usar preservativo. O problema reside no facto de um só encontro em que haja sexo desprotegido, poder marcar a diferença pela negativa. Os técnicos que trabalham nesta área costumam dizer que, quando nos relacionamos sexualmente com alguém estamos, ao mesmo tempo, a fazê-lo com todas os/as parceiros/as com que essa pessoa já esteve. Isso serve para mostrar que qualquer um é potencialmente de risco, uma vez que é impossível saber se no seu passado houve alguém que estava infectado. Para além disso, não podemos continuar a negligenciar os dados de epidemiologia no que respeita à infecção de VIH no nosso País, que (vergonhosamente), nos mostram que ocupamos um lugar destacado a nível Europeu. É sabido que as campanhas escasseiam  e, mesmo quando existem não se mostram eficazes. Mas, para além do problema da existência ou não de campanhas, a questão fulcral situa-se na necessidade de haver uma mudança ao nível do comportamento sexual dos Portugueses. É urgente deixarmos de pensar que só acontece aos outros, ou então que somos suficientemente perspicazes para perceber “a olhómetro” quem está infectado. Certo é que esta bizarra convicção está assente em verdadeiros mitos. Há algumas pessoas que acham que o vírus escolhe as pessoas pelo extracto social, cultura ou cor da pele. Lembro-me, por exemplo, de há uns anos quando trabalhei nesta área, alguém me dizer com espanto, que nunca pensou que a parceira estivesse infectada pelo virús, porque… era Doutora!

Para além disso, muitos são os que permanecem fixados à ideia de que existem grupos de risco. Então vivem descansados porque, acreditam que, como não são toxicodependentes nem homossexuais, estão completamente a salvo! O que se constata é que todos os dias aumenta o número de heterossexuais infectados, e assim continuaremos enquanto esta situação não for encarada como um grave problema de saúde pública, que mais cedo ou mais tarde nos irá afectar directa ou indirectamente a todos.

 

Texto publicado na Flash! em Agosto de 2005

 




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