BREVE VIAGEM AO "ESTRANHO MUNDO" DOS QUARENTÕES

 

É sabido que a entrada nos quarenta não é pacífica. Surgem as rugas, os cabelos brancos, a barriga de avental, as perturbações de saúde ... que provocam danos ao nível da auto-estima, quer se trate de uma mulher, quer de um homem. É certo e sabido que também os homens se preocupam (e cada vez mais) com o aspecto físico e, nesse sentido, as marcas do tempo são um factor incontornável. Uma certa depressão é universal e, para se esquivarem dela, adoptam um comportamento de “fuga para a frente”.   Muitos homens ao entrarem nos quarenta, começam a deslumbrar-se com mulheres bastante mais novas, mas tudo se resume a um jogo de interesses. O quarentão encontra assim um meio de se afirmar perante os seus pares, de se valorizar narcisicamente. Então, se o aspecto físico já não é tão convidativo como outrora, surgem outros trunfos que podem servir de pólo de atracção. Não podemos esquecer que os quarenta anos marcam, para muitos, o apogeu profissional. O sucesso profissional traz consigo poder económico e, também, um maior à-vontade nas abordagens. As mulheres bonitas, desejadas e admiradas pelos outros, são encaradas como troféus que é necessário coleccionar. Por sua vez, devido a condicionalismos culturais, as mulheres tendem a interessar-se por estes homens porque, para elas, o charme que provém da experiência de vida pesa bastante mais que o aspecto fisicamente desgastado pelo tempo. Digamos então que as coisas funcionam mais ou menos assim. Os homens que tiveram sucesso na vida atraem-se pelas mulheres bonitas e estas por eles, ainda que o que esteja na base da motivação seja completamente distinto. Atracção e interesse económico passam a andar de mãos dadas. Os quarentões sentem-se valorizados por poderem passear com elas, e mostrar aos amigos que ainda são capazes de ser atractivos. Esquecem-se, porém, que essa companhia lhes sai cara, porque o interesse se alimenta de prendas, fins-de-semana em locais paradisíacos, jantares em locais da moda.

Não podemos desprezar a importância do automóvel, já que este é, por excelência, um símbolo do poder. Quarentão que se preze tem de possuir um luxuoso carro, de outro modo não tem saída possível no universo das mulheres deslumbradas. Depois é vê-los querem parecer mais novos através do uso de roupas da moda e de idas frequentes ao ginásio.

Tratam-se muitas vezes de homens casados, cuja vida conjugal perdeu completamente o interesse. A mulher engordou e tornou-se desinteressante aos seus olhos. Aliás, como podem eles sentirem-se bem ao pé de uma mulher que não provoca os olhares dos outros homens ? No entanto, mantêm o casamento porque o que os move a terem affairs tem pouco a ver com o romance. É muito mais do campo da vaidade, do sucesso e dos prazeres eróticos. A cumplicidade intelectual e emocional, factores indispensáveis para uma relação mais profunda, raramente poderão existir neste tipo de relações. Para além do mais, pertencem a gerações distintas, pelo que os interesses e motivações diferem bastante. O entendimento só se tornaria possível à custa de muito diálogo, o que raramente acontece.

Assim, o que se passa é uma espécie de troca de favores. A mulher valoriza o homem com a sua presença e, por sua vez, o homem retribui proporcionando-lhe o acesso a um meio onde apenas é possível entrar se houver poder económico. É uma relação vazia ? Talvez. Mas há pessoas que não precisam de mais.

 

Artigo publicado na revista FLASH!  em Setembro de 2004

 

O PÚBLICO, O PRIVADO E O íNTIMO ...

 

De repente todos recebemos via Net, o vídeo em que Daniella Cicarelli (ex companheira de Ronaldo) se deixa envolver em carícias íntimas com o novo namorado, em plena praia .

Parece-me estranho este comportamento de Cicarelli, já que é sabido que os jornalistas estão sempre atentos a tudo o que se passa com as vedetas, e desejam acima de tudo captar imagens comprometedoras. As imagens não deixam dúvidas e parece até que a rapariga se esqueceu que estava num local público – uma praia – sob os olhares de todos. Cicarelli ameaça agora processar quem fez o vídeo, ou seja, parece que o casal só agora (através dos olhares dos outros) é que se deu conta do que fez publicamente!

Este tipo de situações faz-nos reflectir sobre o tema das fronteiras entre o público/privado/íntimo. De facto, parece-me a mim, que muitos estão a perder a noção destes limites. Se questionarmos os jovens, ficaremos espantados com o total desconhecimento face a questões como estas, o que me leva a concluir que algo não vai bem em termos de educação. É necessário e urgente que os pais e educadores se debrucem sobre esta temática, de modo a ensinarem aos filhos as regras-base do convívio social. Saber claramente o que faz parte do privado e o que pode ser divulgado publicamente, é essencial para o equilíbrio psíquico, já que nos estrutura como seres humanos e permite um correcto posicionamento social.

NOS LIMITES DO RIDÍCULO

 

 

Em tempos cheguei a ser sua fã. Trabalhos como "Nascido a 4 de Julho" e "Rain Man", merecem o meu aplauso. Contudo, desde que aderiu à seita da Cientologia, Tom Cruise parece que perdeu um pouco o norte. Recentemente, num programa de rádio, afirmou que mandou fazer uma boneca igual a Suri para a preservar da imprensa.  Colocou até a bonequinha na janela de sua casa, para que os fotógrafos pensassem que era a filha

Certo é que passados 5 meses, quando toda a gente já pensava que Suri não existia, a pequenina lá apareceu  numa magnifica produção da revista Vanity Fair.  De facto a menina é lindíssima. Adorei os olhinhos (alguns até afirmam que é filha de Keanu Reeves! .... que maldade .... heheheheehe).  Mas, coitadinha, temo um pouco pelo futuro que a espera, pois não vai ser fácil  sobreviver a  um pai completamente subjugado aos preceitos rígidos da Cientologia.




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