DAR CONSELHOS

 

 

Todos nós conhecemos pessoas que são exímias na arte de dar conselhos. Dão conselhos por tudo e por nada, oferecem conselhos ... impingem  conselhos ... mesmo que os outros não os queiram. Porém, outras há que querem ser aconselhadas única e simplesmente para depois fazerem o que lhes apetece. A princípio não percebia qual a estranha motivação que se escondia por detrás desta atitude mas, pouco a pouco, através de algum trabalho de campo (confesso-o), consegui decifrar o mistério.

Tratam-se em geral de pessoas com uma forte tendência para a desconfiança ou seja, consideram que os outros estão ali, basicamente, para os prejudicar. Então os conselhos não podem ser benéficos e há que os contrariar. Este é um funcionamento que se encontra bastante presente no universo feminino e, o mais curioso, é que muitas vezes está bastante perto da verdade. Não têm conta as vezes que ouvimos fazer elogios ao vestuário ou ao corte de cabelo, quando se está mesmo a ver que a realidade não encaixa. “Ficam-te tão bem essas calças! Eu não te disse que pareces muito mais magra?” ou “essa cor de cabelo é mesmo a que mais se adapta ao teu tom de pele... ainda bem que seguiste o meu conselho!” ... não é à toa que alguns estudiosos do comportamento feminino defendem que nenhuma mulher consegue ser verdadeiramente amiga de outra.

A rivalidade impera no mundo feminino mas, ao contrário do que acontece entre os homens, é uma rivalidade muito mais velada, pouco clara e que se manifesta por estes pequenos (grandes) pormenores.  As mulheres rivalizam em áreas ligadas ao aspecto físico. Todas querem ser as mais bonitas, as mais elegantes, as mais admiradas, tanto por um como pelo outro sexo. Concordo plenamente quando se diz que uma mulher se veste e arranja, sobretudo, para as outras mulheres. Aliás, quem é que pode afirmar que nunca sentiu a frustração de chegar do cabeleireiro com um novo corte e o namorado nem sequer reparar nisso ? Em contrapartida as amigas notam de imediato qualquer tipo de mudança, por mais subtil que seja. Em resumo, de facto há que ter algum cuidado com os conselhos que seguimos, isto porque a inveja pode estar presente e fazer com que aquilo que é dito não corresponda inteiramente à verdade. Por isso, o melhor é esforçar-se por seguir o que o seu coração lhe dita (quer se trate do aspecto estético, profissional, afectivo, familiar...). Assim não poderá apontar o dedo a ninguém e tornar-se-á a única protagonista da sua própria vida!

 

Publicado na revista FLASH! Em Maio de 2006




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