Harry F. Harlow (1905-1981), psicólogo norte-americano, ficou conhecido pelas suas experiências sobre a privação materna e social em macacos Rhesus.  Para além disso, mostrou claramente a importância do afecto nas primeiras etapas do desenvolvimento.

Criou duas “mães” artificiais em que uma era feita apenas com armação de arame enquanto a outra, para além do arame, tinha uma cobertura de pano felpudo e macio. Num primeiro momento, apenas a mãe de arame fornecia leite. O que Harlow observou é que os bebés recorriam à mãe de arame para se alimentarem, mas corriam de seguida para a mãe de pano, permanecendo agarrados a ela.


O contacto parecia ser essencial ao estabelecimento de uma relação que transmitia segurança. Perante um estímulo gerador de medo, os macaquinhos agarravam-se à “mãe” de pano tal como o fariam a uma mãe real.


Pelo contrário, na ausência da “mãe” confortável, os macaquinhos ficavam paralisados pelo medo e não exploravam o ambiente, ou seja, uma “mãe” desconfortável é incapaz de transmitir segurança.


O resultado desta e de outras experiências, permitiram Harlow concluir que o contacto era tão, ou mais importante que a amamentação. Daqui se tiraram conclusões acerca dos bebés humanos, sendo hoje consensual que o afecto entre mãe e filho é algo fundamental para o equilíbrio emocional dos pequeninos.