A ÉPOCA BALNEAR

 

 

E lá estamos, de novo, em plena época balnear. Os médicos advertem para o crescente número de casos de cancro de pele, doença grave, que muitos preferem ignorar e meter literalmente a cabeça na areia. A prova disso está numa simples ida á praia.

 

Já há alguns anos, aqui falei sobre as faltas de civismo que se observam neste contexto, mas volto ao assunto porque tenho a secreta esperança de conseguir obter alguns resultados (ilusão minha, é claro!).

 

Então o que vemos numa praia? Cães de raças hoje perfeitamente sinalizadas como perigosas, a passearem-se sem trela nem açaimo. A culpa é deles? Claro que não.

 

Os responsáveis são os donos, esses que perante a nossa abordagem ainda são capazes de agir violentamente, quer através de palavras, quer mesmo de actos. Defendem-se afirmando que o bichinho nunca fez mal a ninguém, portanto não vêem porque não o deverão socializar, no meio de uma praia repleta de gente!

 

Esquecem-se que o instinto animal é algo que escapa ao controle, e mesmo raças tradicionalmente vistas como inofensivas podem um dia atacar alguém.

 

Para além disso, uma imagem que me provoca bastante incómodo é a de crianças com a pele completamente nua, sem qualquer tipo de protecção, que por ali estão, face aos raios solares, muitas vezes durante as maiores horas de calor.

 

Brincam perto da água, de forma a manterem-se mais frescas, mas os pais nem se preocupam em proteger-lhes a cabeça com um chapéu e a pele com uma t-shirt (é o mínimo!). Claro que falamos de sérios candidatos a cancro e pele.

 

Depois há os adultos. Os praticantes de jogos com bola, que não se importam de incomodar toda a gente na praia. Os outros, que entram na água a correr e dão um banho forçado a quem estava distraído na berma.

 

Os que gritam, ou discutem problemas familiares em público. Os que levam rádios e que decidem partilhar o relato do futebol com o resto da praia. Os exibicionistas sexuais, cujo maior prazer é deixarem-se levar pelas carícias perante o olhar de todos. Enfim … há de tudo!

 

Por fim, refiro ainda aqueles que consideram que o bronzeado é um fim que se deve atingir a qualquer custo. Munem-se de óleos sem factor de protecção e esticam-se ao sol, horas a fio, até que a pele não aguenta mais.

 

Apanham “escaldões”, cai-lhes a pele, ficam às manchas o resto do Verão mas, aparentemente, isso dá-lhes alguma felicidade pois no ano seguinte tudo se repete. Vá-se lá perceber porquê?!?




[ ver mensagens anteriores ]


 


Adicione meu Blog
aos seus favoritos!




Visitante número:

 

Design Personalizado