Os jovens e os blogues

 

Jornal Expresso de hoje. Artigo com a minha colaboração ... ;-)

PROGRAMA DAS MANHÃS ... de novo

 

 

Ser mãe, uma opção ou uma imposição social ?

Hoje foi o tema sobre o qual fui falar no “Programa das Manhãs” da SIC  Sorriso

 

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Obrigada  a TODOS ! 

 

De volta à rotina

 

 

 

Agora que a vida voltou à normalidade e que as rotinas foram retomadas, é tempo de fazer contas à vida. Todos sabemos que houve pessoas que conseguiram gastar muito para além do que o cartão de crédito permitia, outras deixaram-se levar pelos apelos de “compre agora e só comece a pagar em 2010” e vão ter de manter viva a lembrança do Natal e da passagem do ano, ao longo do ano inteiro… enfim, são opções de vida. No entanto, importa pensarmos um pouco no que leva as pessoas a necessitarem de comprar tantas e tantas coisas.

Quem, como eu, teve de se deslocar aos centros comerciais nestes dias de festa, decerto ter-se-á cruzado com uma multidão de pessoas apressadas e mal-humoradas, com sacos de prendas feitas à pressa. Não havia qualquer clima de alegria, nem de paz nas faces das pessoas. Muito pelo contrário, o que assistimos é a atropelos e discussões pelo mais pequeno motivo. Parece-me que significado puramente simbólico que as prendas tinham outrora, passou a constituir uma obrigatoriedade. Claro está que tudo o que tem um carácter de obrigatoriedade se torna monótono e chato. Se pensarmos um pouco nos nossos tempos de estudante, recordaremos, com desagrado, as horas que passámos a ler livros que eram essenciais para a nossa formação. Líamos e estudávamos algumas matérias apenas porque sabíamos que iriam sair no exame, portanto não havia escapatória. Anos depois, livres de exames, somos capazes de ler mais livros e estudar com muito mais prazer as matérias vistas como “chatas e monótonas” porque deixámos de ser obrigados a fazê-lo. Acho que se passa o mesmo com as prendas e, já agora, com os jantares e almoços de Natal.

Este foi também um hábito que deixou de ser um prazer, para constituir um aborrecimento. É então suposto convivermos, de um modo informal, com pessoas que ao longo do ano mantemos relações que não passam do plano profissional, e até com algumas que são nossos superiores hierárquicos. Claro está que o ambiente se torna algo artificial, já que não é humanamente possível descontrair o suficiente para esbater as diferenças durante as três horas que dura o almoço para no dia seguinte, voltar tudo a ser como era.

Bom, parece-me então que esta época de festas é também uma fase geradora de ansiedade, o que subverte por completo o espírito do Natal. Assim, não fosse tragédias como as que estão a assolar o Brasil e andaríamos todos muito mais ocupados e ansiosos com a troca das prendas e jantarinhos. Facto é que uma desgraça destas nos chama à realidade, recoloca-nos no nosso lugar e mostra-nos, inequivocamente, a nossa fragilidade ou como a mão de Deus, ou da natureza… ou do que lhe queiramos chamar, nos pode esmagar num piscar de olhos. E, porque mesmo as situações mais tristes têm o seu lado positivo, exemplos que nos são dados todos os dias nos telejornais, vêm trazer-nos uma mensagem de esperança. Afinal de contas ainda existe solidariedade! Ainda existem pessoas que são capazes de arriscar a vida pelos outros, de estender a mão aos que sofrem, mesmo não os conhecendo de lado algum. Pode ser que até andemos todos um pouco perdidos, mas em alturas de crise, os “velhos” valores vêm ao de cima. Ainda bem !

 

Texto publicado na revista FLASH




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